Canções

Os Oros disponibilizados abaixo, não tem finalidade comercial alguma. São linguagens seculares que se mantém vivas justamente porque foram e são divulgadas, ensinadas e aprendidas pela tradição oral. Como o mundo esta em evolução constante, porque não começar a disponibilizar os ensinamentos desta cultura pela internet, pelo rádio, pela tv, livros, revistas, jornais, enfim em todos os veículos de informação deste país e do exterior.

AVISO IMPORTANTE: Devido a grande quantidade de Downloads realizadas nesta seção houve sobrecarga no provedor onde esta hospedado o Lendas, ocasionando inclusive, a saída do ar da página. Para solucionar este probleminha os arquivos estão disponíveis agora no RapidShare que é uma página de armazenamento de arquivos. O processo é fácil é só seguir esse passo-a-passo:

Aparecerá o nome da música em negrito e embaixo uma tabela. Dentro dela (lá embaixo) existem 2 botões um escrito PREMIUM de um lado e FREE do outro. CLIQUE no FREE.
Feito isso aparecerá novamente o nome da música e a tabela. Em cima da tabela poderá aparecer uma contagem regressiva. É só aguardar o fim, digitar as 3 letras que vão aparecer como confirmação e clicar em Download para começar a baixar o arquivo.

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Motumbá irmãos!!!!

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s - gn - Toque
  Ewa - Logun Ed - Ob  
Ewa - Ob - Yemanja
  Ewa - Oxala - Xango  
Logun Ed - Omulu - Oxala
  gn - sn - Toque  
  gn - Toque - Odoya  
Omulu - Osun - Xango
  Omulu - Oya - Yemanja  
  Oxala - Osun - Xango  
Oxal - Oxal - Osun
  Oxala - Oxala - Yemanja  
Oxala - Oxumare - Yansa
Xango - Omulu - Osain
Yansa - Logun Ed - Od
  Oriki de Osum  
  Sango  
  Omulu  
  Ogum  
  Osum  
  Esú  
  Oya  
  Oya  
  Odé  
  Osumaré  
  Cantiga de Logun  
  Oxalá Pai Cido  
  Odé ilê  
  Ógun ilê  
  Novas Cantigas  
  Logun Edé  
  Esú  
  Nanã  
  Ewa  
  Obá  
  Omulu  
  Ógun  
  Odé  
  Osalá  
  Ossain  
  Osun  
  Sango  
  Oya  

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Início

Orikis

Os Orikis são versos e poemas entoados aos Orixás que exaltam as suas virtudes, os grandes feitos e suas qualidades.
Confiram os Orikis e suas traduções:

Èsù òta òrìsà. Exú, o inimigo dos orixás.
Osétùrá ni oruko bàbá mò ó. Osétùrá é o nome pelo qual você é chamado por seu pai.
Alágogo Ìjà ni orúko ìyá npè é, Alágogo Ìjà é o nome pelo qual você é chamado por sua mãe.
Èsù Òdàrà, omokùnrin Ìdólófin, Exú Òdàrà, o homem forte de ìdólófin,
O lé sónsó sí orí esè elésè Exú, que senta no pé dos outros.
Kò je, kò jé kí eni nje gbé mì, Que não come e não permite a quem está comendo que engula o alimento.
A kìì lówó láì mú ti Èsù kúrò, Quem tem dinheiro, reserva para Exú a sua parte,
A kìì lóyò láì mú ti Èsù kúrò, Quem tem felicidade, reserva para Exú a sua parte.
Asòntún se òsì láì ní ítijú, Exú, que joga nos dois times sem constrangimento.
Èsù àpáta sómo olómo lénu, Exú, que faz uma pessoa falar coisas que não deseja.
O fi okúta dípò iyò. Exú, que usa pedra em vez de sal.
Lóògemo òrun, a nla kálù, Exú, o indulgente filho de Deus, cuja grandeza se manifesta em toda parte.
Pàápa-wàrá, a túká máse sà, Exú, apressado, inesperado, que quebra em fragmentos que não se poderá juntar novamente,
Èsù máse mí, omo elòmíràn ni o se. Exú, não me manipule, manipule outra pessoa.

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Ògún laka aye Ogun poderoso do mundo
Osinmole O próximo a Deus
Olomi nile fi eje we Aquele que tem água em casa, mas prefere banho com sangue
Olaso ni le Aquele que tem roupa em casa
Fi imo bora Mas prefere se cobrir de mariô
La ka aye Poderoso do mundo
Moju re Eu o saúdo
Ma je ki nri ija re Que eu não depare com sua ira
Iba Ògún Eu saúdo Ogun
Iba re Olomi ni le fi eje we Eu o saúdo, aquele que tem água em casa, mas prefere banho de sangue
Feje we. Eje ta sile. Ki ilero Que o sangue caia no chão para que haja paz e tranquilidade
Ase Axé

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Agbénigi, òròmodìe abìdi sónsó Aquele que vive nas árvores e que tem um rabo pontudo como estaca.
Esinsin abedo kínníkínni; Aquele que tem o fígado trasparente como o da mosca.
Kòògo egbòrò irín Aquele que é tão forte quanto uma barra de ferro.
Aképè nigbà òràn kò sunwòn Aquele que é invocado quando as coisas não estão bem.
Tíotio tin, ó gbà aso òkùnrùn ta gìègìè. O esbelto que quando recebe a roupa da doença se move como se fosse cair.
Elésè kan jù elésè méjì lo. O que tem uma só perna e é mais poderoso que os que têm duas.
Ewé gbogbo kíki oògùn Todas as folhas têm viscosidade que se tornam remédio.
Àgbénigi, èsìsì kosùn Àgbénigi, o deus que usa palha.
Agogo nla se erpe agbára O grande sino de ferro que soa poderosamente.
Ó gbà wón là tán, wón dúpé téniténi A quem as pessoas agradecem sem reservas depois que ele humilha as doenças.
Aròni já si kòtò di oògùn máyà Àròni que pula no poço com amuletos em seu peito.
Elésè kan ti ó lé elése méjì sáré O homem de uma perna que exita os de duas pernas para correr.
Ganagana bi ninu elomi ninu Um orgulhoso fica infeliz que um outro esteja contente
A se okùn soro èsinsin É difícil fazer uma corda com as folhas espinhosas da urtiga
Tima li ehin yeye re Montado de cavalinho sobre as costas de sua mãe
Okansoso gudugu Ele é sozinho, ele é muito bonito
Oda di ohùn Até a voz dele é agradável
O ko ele pé li aiya Não se coloca as mãos sobre o seu peito
Ala aiya rere fi owó kan Ele tem um peito que atrai as mãos das pessoas
Ajoji de órun idi agban O estrangeiro vai dormir sobre o coqueiro
Ajongolo Okunrin Homem esbelto
Apari o kilo òkò tímotímo O careca presta atenção à pedra atirada certeiramente
O ri gbá té sùn li egan Ele acha duzentas esteiras para dormir na floresta
O tó bi won ti ji re re Acordá-lo bem é o suficiente
A ri gbamu ojiji Nós somente o vemos e o abraçamos como se ele fosse uma sombra
Okansoso Orunmila a wa kan mà dahun Somente em Orunmila nós tocamos, mas ele não responde
O je oruko bi Soponna Ele tem um nome como Soponna
Soro pe on Soponna e nià hun É difícil alguém mau chamar-se Soponna
Odulugbese gun ogi órun Devedor que faz pouco caso
Odolugbese arin here here Devedor que anda rebolando displiscentemente
Olori buruku o fi ori já igi odiolodi Ele é um louco que quebra a cerca com a cabeça
O fi igbegbe lù igi Ijebu Ele bate com seu papo numa árvore Ijebu
O fi igbegbe lú gbegbe meje Ele quebrou sete papos com o seu papo
Orogun olu gbegbe o fun oya li o A segunda mulher diz ao papo para usar um pente (para desinchar o papo)
Odelesirin ni ki o wá on sila kerepa Um louco que diz que o procurem lá fora na encruzilhada
Agbopa sùn kakaka Aquele que tem orquite ( inflamação dos testículos) e dorme profundamente
Oda bi odundun Ele é fresco como a folha de odundun
Jojo bi agbo Altivo como o carneiro
Elewa ejela Pessoa amável anteontem
O gbewo li ogun o da ara nu bi ole Ele carrega um talismã que ele espalha sobre o seu corpo como um preguiçoso
O gbewo li ogun o kan omo aje niku Ele carrega um talismã e briga com o filho do feiticeiro dando socos
A li bilibi ilebe Ele veste boas roupas
O ti igi soro soro o fibu oju adiju Com um pedaço de madeira muito pontudo ele fere o olho de um outro
Koro bi eni ló o gba ehin oko mà se ole Rápido como aquele que passa atrás de um campo sem agir como um ladrão
O já ile onile bó ti re lehin Ele destroi a casa de um outro e com o material cobre a sua
A li oju tiri tiri Ele tem olhos muito aguçados
O rí saka aje o dì lebe Ele acha uma pena de coruja e a prende em sua roupa
O je owú baludi Ele é ciumento e anda "rebolando" displiscentemente
O kó koriko lehin Ele recolhe as ervas atrás
O kó araman lehin Ele recolhe as ervas atrás
O se hupa hupa li ode olode lo Ele anda "rebolando" desengonçado para ir ao pátio interior de um outro
Òjo pá gbodogi ró woro woro A chuva bate na folha de cobrir telhados e faz ruído
O pà oruru si ile odikeji Ele mata o malfeitor na casa de um outro
O kó ara si ile ibi ati nyimusi Ele recolhe o corpo na casa e empina o nariz
Ole yo li ero O preguiçoso está satisfeito entre os passantes
O dara de eyin oju Ele é belo até nos olhos
Okunrin sembeluju Homem muito belo
Ogbe gururu si obè olori Ele coloca um grande pedaço de carne no molho do chefe
A mò ona oko ko n ló Ele conhece o caminho runsun redenreden
A mo ona runsun rdenreden Ele conhece o caminho do campo e não vai lá
O duro ti olobi kò rà je Ele está ao lado do dono dos obi e não os compra para comer
Rere gbe adie ti on ti iye O gavião pega o frango com as penas
A noite coisa sagrada, de manhã coisa sagrada /
O bá enia jà o rerin sún Ele briga com qualquer um e ri estranhamente
O se adibo o rin ngoro yo Ele tem o hábito de andar como a um bêbado que bebeu
Ogola okun kò ka olugege li òrùn Sessenta contas não podem rodear o pescoço de um papudo
Olugege jeun si okurú ofun O papudo come no inchaço de sua garganta
O já gebe si orún eni li oni Ele quebra o papo do pescoço daquele que o possui
O dahun agan li ohun kankan Ele dá rapidamente crianças às mulheres estéreis
O kun nukuwa ninu rere Ele guarda seus talismãs numa pequena cabaça
Ale rese owuro rese / Ere meji be rese Duas vezes assim coisa sagrada
Koro bi eni lo Rápido como alguém que parte
Arieri ewo ala A proibição do pássaro branco é o pano branco
Ala opa fari Ele mexe os braços fantasiosamente
Oko Ahotomi Marido de Ahotomi
Oko Fegbejoloro Marido de Fegbejoloro
Oko Onikunoro Marido de Onikunoro
Oko Adapatila Marido de Adapatila
Soso li owuro o ji gini mu òrún Bem desperto, ele acorda de manhã já com o arco e flecha no pescoço
Rederede fe o ja kùnle ki agbo Como um louco ele se debate para colocar os joelhos no chão, como o carneiro
Oko Ameri èru jeje oko Ameri Marido de Ameri que dá mêdo
Ekùn o bi awo fini Leopardo de pele bonita
Ogbon iyanu li ara eni iya ti n je Ele expulsa a infelicidade do corpo de alguém que tem infelicidade
O wi be se be Assim ele diz e assim ele faz
Sakoto abi ara fini Orgulhoso que possui um corpo muito belo.

Clique nos destaques parte01, parte02, parte03, parte04 e pegue o Oriki de Logun Edé personalizado.

Obà, Obà, Obà. Obà, Obà, Obà.
Ojòwú Òrìsà, Orixá ciumento,
Eketà aya Sàngó. terceira esposa de Xangô.
O torí owú, Ela, que por ciumes,
O kolà sí gbogbo ara. fez incisões em todo corpo.
Olókìkí oko. Que fala muito de seu marido,
A rìn lógànjó pèlú àwon ayé. que anda nas madrugadas com as ayé.
Obà anísùru, ají jewure. Obá paciente, que come cabrito logo pela manhã.
Obà kò b'óko dé kòso, Obá não foi com o marido a Koso,
O dúró, ó bá Òsun rojó obe. ficou para discutir com Oxum sobre comida.
Obà fiyì fún apá oko rè. Obá valoriza os braços do marido,
Oní ó wun òun ju gbogbo ará yókù lo. diz que é a parte de seu corpo que ela prefere.
Obà tó mo ohùn tó dára. Obá sabe o que é bom.
Iba Olodumare Eu saúdo Olodumare, Deus maior
Iba Orunmila Eu saúdo Orunmilá
Iba Ogun Orisa Ile Eu saúdo Ogum, o dono da casa
Iba Irunmole Saúdo os Irunmole, os Orixás
Iba Ile Ogeere afoko yeri Saúdo a terra
Iba atiyo Ojo Saúdo o dia que amanhece
Iba atiwo Oorun Saúdo a noite que vem
Iba F'olojo oni Saúdo o dono do dia
Iba Eegun Ile E saúdo o Egun da casa,nosso ancestral
Iba Agba Saúdo os velhos sábios
Iba Babalorisa Saúdo o pai-de-santo
Iba Omo Orisa Saúdo os filhos-de-santo
Iba Omode Saúdo as crianças
Awa Egbe Odo Orunmila juba O, Ki iba wa se Nós, que cremos em Orunmilá, saudamos e esperamos que
T'omode ba juba baba re, agbe'le aye pe Orunmilá ouça nossa saudação
Ada se nii hun omo O filho que reverencia seu pai tenha longa vida e por nada sofrerá
Iba kii hun omo eniyan Que a nossa saudação a nós poupe sofrimentos
Akoogba kii hum oloko Que as plantas boas não falhem ao agricultor
Atipa kii hun oku Que aos mortos não falte sepultura
Aso funfun kii hun olorisa Que a Orixalá não falte o pano branco
Kaye o-ye wa o Para que o mundo nos seja bom
Ka riba ti se Que nossos caminhos se abram
Ka, ma r'ija Omo araye O Que não vejamos a discórdia dos povos sobre a terra
Ka'ma r'ija eleye O Nem a obra das feiticeiras, Ia Mi Ashorongá
Ajuba O! A juba O!! A juba O!!! Nós saudamos, saudamos, saudamos
Ase Axé

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Yèyé òpàrà ! Yèyé Opàrà !
Obìnrin bí okùnrin ní Òsun Oxum é uma mulher com força masculina.
A jí sèrí bí ègà. Sua voz é afinada como o canto do ega.
Yèyé olomi tútú. Graciosa mãe, senhora das águas frescas.
Opàrà òjò bíri kalee. Opàrà, que ao dançar rodopia como o vento, sem que possamos vê-la.
Agbà obìnrin tí gbogbo ayé n'pe sìn Senhora plena de sabedoria, que todos veneramos juntos.
Ó bá Sònpònná jé pétékí. Que como pétékí com Xapanã.
O bá alágbára ranyanga dìde Que enfrenta pessoas poderosas e com sabedoria as acalma.

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Òsoosì! Oxóssi!
Awo òde ìjà pìtìpà. Ó orixá da luta,
Omo ìyá ògún oníré. irmão de Ògún Onírè.
Òsoosì gbà mí o. Oxóssi, me proteja !
Òrìsà a dínà má yà. Orixá que tendo bloqueado o caminho, não o desimpede.
Ode tí nje orí eran. Caçador que come a cabeça dos animais.
Eléwà òsòòsò. Orixá que come ewa osooso.
Òrìsà tí ngbélé imò, Orixá que vive tanto em casa de barro
gbe ilé ewé. como em casa de folhas.
A bi àwò lóló. Que possui a pele fresca.
Òsoosì kì nwo igbó, Oxóssi não entra na mata
Kí igbo má mì tìtì. sem que ela se agite.
Ofà ni mógàfí ìbon, Ofà é a arma poderosa que o pai usa em lugar de espingarda.
O ta ofà sí iná, Ele atirou a sua flecha contra o fogo,
Iná kú pirá. o fogo se apagou de imediato.
O tá ofà sí Oòrùn Atirou sua flecha contra o sol,
Oòrùn rè wèsè. O sol se pos.
Ogbàgbà tí ngba omo rè. Ó salvador, que salva seus filhos !
Oní màríwò pákó. Ó senhor do màrìwó pákó !
Ode bàbá ò. Meu pai caçador
O dé ojú ogun, chegou na guerra,
O fi ofà kan soso pa igba ènìyàn. matou duzentas pessoas com uma única flecha.
O dé nú igbó, Chegou dentro da mata,
O fi ofà kan soso pa igba eranko. usou uma única flecha para matar duzentos animais selvagens.
A wo eran pa sí ojúbo ògún lákayé, Arrasta um animal vivo até que ele morra e o entrega no ojubo de Ogum.
Má wo mí pa o. Não me arraste até a morte.
má sì fi ofà owo re dá mi lóró. Não atire sofrimentos em minha vida, com seu Ofà.
Odè ò, Odè ò, Odè ò, Ó Odè! Ó Odè! Ó Odè!
Òsoosì ni nbá ode inú igbo jà, Dentro da mata, é Oxosse que luta ao lado do caçador
Wípé kí ó de igbó re. para que ele possa caçar direito.
Òsoosì oloró tí nbá oba ségun, Oxosse, o poderoso, que vence a guerra para o rei.
O bá Ajé jà, Lutou com a feiticeira
O ségun. e venceu.
Òsoosì o ! Ó Oxóssi,
Má bà mi jà o. não brigue comigo.
Ogùn ni o bá mi se o. Vence as guerras para mim
Bí o bá nbò láti oko. Quando voltar da mata,
kí o ká ilá fún mi wá. Colhe quiabos para mim.
Kí o re ìréré ìdí rè.e, ao colhê-los, tire seus talos.
Má gbàgbé mi o, Não se esqueça de mim.
Ode ò, bàbá omo kí ngbàgbé omo. Ó Odè, um pai não se esquece do filho.
Obanla o rin n'eru ojikutu s'eru. Rei das roupas brancas que nunca teme a aproximação da morte.
Obà n'ille Ifon alabalase oba patapata n'ille iranje Pai do Paraíso eterno dirigente das gerações
O yo kelekele o ta mi l'ore Gentilmente alivia o fardo de meus amigos
O gba a giri l'owo osika Dê-me o poder de manifestar a abundância
O fi l'emi asoto l'owo Revela o mistério da abundância
Oba igbo oluwaiye re e o ke bi owu la Pai do bosque sagrado, dono de todas as benções que aumentam minha sabedoria
O yi ala Eu me faço como as Roupas Brancas
Osun l'ala o fi koko ala rumo Protetor das roupas brancas eu o saúdo
Obà igbo Pai do Bosque Sagrado
Kí Òrìsà-nlá Olú àtélesé, a gbénon dídùn là Que o Grande Òrìsà, Senhor da sola dos pés, guie-nos aos benefícios da riqueza!
Ní Ibodè Yìí, Kò Sí Òsán, Bèéni Kò Sí Òru Aqui é a porta do Céu, nela pode-se entrar de dia e de noite
Kò Sí Òtútù, Bèéni Kò Sí Ooru Nela não há frio, e também não há calor
Ohun Àsírií Kan Kò Sí Ní Ibodè Yìí Aqui, na porta do Céu, nada é segredo
Ohun Gbogbo Dúró Kedere Nínu Ìmólè Olóòrun E nela todas as coisas permanecerão claras diante da luz de Deus
Àyànmó Kò Gbó Oògùn Que o destino não nos faça usar remédios
Àkúnlèyàn Òun Ní Àdáyébá Que as pessoas adorem de joelhos as coisas do Céu, para encontrar coisas boas na Terra
Àdáyébá Ni Àdáyé Se Que as coisas boas sejam sempre encontradas na Terra
Osumare A Gbe Orun Li Apa Ira Osumare permanece no Céu que ele atravessa com o braço
Ile Libi Jin Ojo Ele faz a chuva cair na terra
O Pon Iyun Pon Nana Ele busca os corais, ele busca as contas nana
O Fi Oro Kan Idawo Luku Wo Com uma palavra ele examina Luku
O Se Li Oju Oba Ne Ele faz isso perante seu rei
Oluwo Li Awa Rese Mesi Eko Ajaya Chefe a quem adoramos
Baba Nwa Li Ode Ki Awa Gba Ki O pai vem ao pátio para que cresçamos e tenhamos vida
A Pupo Bi Orun Ele é vasto como o céu
Olobi Awa Je Kan Yo Senhor do Obi, basta a gente comer um deles para ficar satisfeito
O De Igbo Kùn Bi Ojo Ele chega à floresta e faz barulho como se fosse a chuva
Okó Ijoku Igbo Elu Ko Li Égùn Esposo de Ijo, a mata de anil não tem espinhos
Okó Ijoku Dudu Oju E A Fi Wo Ran Esposo de Ijoku, que observa as coisas com seus olhos negro
Orìsà Jìngbìnì Orixá forte
Abàtà, Arú Bí Ewè Ajó Abatá que floresce exuberante como as folhas da árvore ajó
Orisá Tí Nmú Omo Mú Ìyá Orixá que pune a mãe juntamente com o filho
Bí Obaluayê Bá Mú Won Tún Depois que Obaluaê acabar de castigá-los
O Tún Lè Sáré Lo Bábá Ainda poderá castigar o pai
Orìsà Bí Àjé Orixá semelhante a uma feiticeira
Obaluayê mo Ilé Osó, Ó Mo Ilé Àjé Obaluaê conhece tanto a casa do feiticeiro como a da bruxa
O Gbá Osó L'Ójú, Desafiou o feiticeiro
Osó Kún Fínrínfínrín E este correu desesperado
O Pa Àjé Ku Ìkan Soso Matou todas as bruxas permitindo que apenas uma vivesse
Orìsà Jìngbìnì Orixá forte
Obaluayê A Mú Ni Toùn Toùn Obaluaê, que faz as pessoas perderem a voz
Obaluayê SSí Odù Re Hàn Mí Obaluaê, abra seu odu para mim
Kí Ndi Olówó Para que eu seja uma pessoa próspera
Kí Ndi Olomo Para que eu seja uma pessoa fértil.
Okiti Kata, Ekùn A Pa Eran Má Ni Yan Okiti Katala leopardo que mata um animal e o como sem assá-lo
Olu Gbongbo Ko Sun Ebi Eje Dono de uma bengala, não dorme e tem sede de sangue
Gosungosun On Wo Ewu Eje Salpicado com Osun, seu traje parece coberto de sangue
KO Pá Eni Ko Je Oka Odun Ele só poderá comer massa no dia da festa, se tiver matado algúem
A Ni Esin O Ni Kange Ele tem o cavalo, ele tem o quizo
Odo Bara Otolu Rio
Omi a Dake Je Pa Eni Água adormecida que mata alguém sem preveni-lo
Omo Opara Ogan Ndanu Filho de Opara
Sese Iba O Orixá , respeito
Iba Iye Ni Mo Mo Je Ni Ko Je Ti Aruní Louvo a vida e não a cabeça
Emi Wa Foribale Fun Sese Venho prosternar-me diante do Orixá
Oluidu Pe O papa Presto homenagem aos ancestrais
Ele Adie Ko Tuka Aquele que tem frango, não depena vivo
Yeye Mi Ni Bariba Li Akoko Minha mãe estava primeiramente em Bariba
Emi Ako Ni Ala Mo Le Gbe Agada Eu o primeiro a poder usar a espada
Emi A Wa Kiyà Onile Ki Ile Venho saudar o dono da terra para que ele me proteja
Sángiri-làgiri, Que racha e lasca paredes
Olàgiri-kàkààkà-kí Igba Edun Bò Ele deixou a parede bem rachada e pôs ali duzentas pedras de raio
O Jajú Mó Ni Kó Tó Pa Ni Je Ele olha assustadoramente para as pessoas antes de castigá-las
Ó Ké Kàrà, Ké Kòró Ele fala com todo o corpo
S' Olórò Dí Jínjìnnì Ele faz com que a pessoa poderosa fique com medo
Eléyinjú Iná Seus olhos são vermelhos como brasas
Abá Won Jà Mà Jèbi Aquele que briga com as pessoas sem ser condenado porque nunca briga injustamente
Iwo Ní Mo Sá Di O É em ti que busco meu refúgio
Sango Ona Mogba Bi E Tu Bá Wó Ile Se um antílope entrar na casa
Jejene Ni Mú Ewure A cabra sentirá medo.
Bi Sango Bá Wó Ile Se Sango entrar na casa
Jejene Ni Mú Osa Gbogbo Todos os Orisa sentirão medo
Oyà A To Iwo Efòn Gbé Ela é grande o bastante para carrega o chifre do búfalo
Oyà Olókò Àra Oyà, que possui um marido poderoso
Obìnrin Ogun Mulher guerreira
Obìnrin Ode Mulher caçadora
Oya Òrírì Arójú Bá Oko Kú. Oyà, a charmosa, que dispõe de coragem para morrer com seu marido.
Iru Èniyàn Wo Ni Oyà Yí N Se, Se? Que tipo de pessoa é Oyà?
Ibi Oya Wà, Ló Gbiná O local onde Oyà está, pega fogo
Obìnrin Wóò Bi Eni Fó Igbá Mulher que se quebra ao meio como se fosse uma cabaça
Oyà tí awon òtá rí Oyà foi vista por seus inimigos
Tí Won Torí Rè Da Igbá Nù Sì Igbó E eles, assustados, fugiram atirando as bagagens no mato
Héèpà Héè, Oya ò! Eeepa He! Oh, Oyà!
Erù Re Nikan Ni Mo Nbà O És a única pessoa que temo
Aféfé Ikú Vendaval da Morte
Obìnrin Ogun, Ti Ná Ibon Rè Ní À Ki Kún A mulher guerreira que carrega sua arma de fogo
Oyà ò, Oyà Tótó Hun! Oh, Oyà, à Oyà respeito e submissão!
Oyà, A P'Agbá, P'Àwo Mó Ni Kíákíá, Ela arruma suas coisas sem demora
Kíákíá, Wéré Wéré L' Oyà Nse Ti È Rapidamente Oyà faz suas coisas
A Rìn Dengbere Bíi Fúlàní Ela vagueia com elegância, como se fosse uma nômade fulani
O Titi Tí Nfi Gbogbo Ará Rìn Bí Esin Quando anda, sua vitalidade é como a do cavalo que trota
Héèpà, Oya Olómo Mesan, Ibá Re Ò! Eeepa Oya, que tem nove filhos, eu te saúdo!

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Clara Nunes

ClarinhaClara Nunes nasceu em Paraopeba, MG, em 12 de agosto de 1943. O pai, Mané Serrador, era violeiro e cantador de folias-de-reis. Órfã desde pequena, aos 16 anos foi para Belo Horizonte, onde conseguiu empregar-se como operária numa fábrica de tecidos.
Por essa época cantava no coral de uma igreja, ao mesmo tempo em que, ajudada pelos irmãos, concluía o curso normal. Em 1960 foi a vencedora da final do concurso A Voz de Ouro ABC, em sua fase mineira, com Serenata do Adeus (Vinícius de Moraes), e obteve o terceiro lugar, na finalíssima realizada em São Paulo, com Só Adeus (Jair Amorim e Evaldo Gouveia).

Contratada pela Rádio Inconfidência, de Belo Horizonte, durante um ano e meio teve um programa exclusivo na TV Itacolomi. Nessa mesma época, cantava em boates e clubes, tendo sido escolhida, por três vezes, a melhor cantora do ano. Em 1965 foi para o Rio de Janeiro e passou a apresentar-se na TV Continental, no programa de José Messias. Ainda nesse ano, após teste, foi contratada pela Odeon, que, em 1966, lançou seu primeiro LP, A voz adorável de Clara Nunes, em que interpreta boleros e sambas-canções. Em 1968, gravou Você passa e eu acho graça (Ataulfo Alves e Carlos Imperial), que foi seu primeiro sucesso e marcou sua definição pelo samba.
Em 1972, além de ter realizado seu primeiro show, Sabiá, sabiô (com texto de Hermínio Bello de Carvalho), no Teatro Glauce Rocha, no Rio de Janeiro, lançou o LP Clara, Clarice, Clara, com musicas de compositores de escolas de samba e outras de Caetano Veloso e Dorival Caymmi. Ainda nesse ano, gravou o samba Tristeza pé no chão (Armando Fernandes), apresentado no Festival de Juiz de Fora, que vendeu mais de 100 mil copias. Em fevereiro 1973, estreou no Teatro Castro Alves, em Salvador, com o show O poeta, a moça e o violão, ao lado de Vinícius de Moraes e Toquinho. Em 1973 gravou na Europa o LP Brasília e, no Brasil, o LP Alvorecer, que chegou ao primeiro lugar de todas as paradas brasileiras com Conto de areia (Romildo e Toninho). Em 1974, ao lado de Paulo Gracindo, atuou no Canecão, no Rio de Janeiro, na segunda montagem do espetáculo Brasileiro, profissão esperança, de Paulo Pontes (do qual foi lançado um LP), que contava as vidas de Dolores Duran e de Antônio Maria. Em 1975, ano do seu casamento com o compositor Paulo César Pinheiro lançou Claridade, seu disco de maior sucesso. Outro grande sucesso veio em 1976, com o disco Canto das três raças. Em 1977 lançou As forças da natureza, disco mais dedicado ao samba e ao partido-alto. Em 1978 lançou o disco Guerreira, interpretando outros ritmos brasileiros. Em 1979 lançou o disco Esperança. No ano seguinte veio Brasil mestiço, que incluiu o sucesso Morena de Angola, composto por Chico Buarque para ela. Em 1981 lançou Clara, com destaque para Portela na avenida. No auge como intérprete, lançou em 1982 Nação, que seria seu último disco.

Morreu em 02 de Abril 1983, depois de 28 dias de agonia, hospitalizada após um choque anafilático ocorrido durante uma cirurgia de varizes. Em dezembro de 1997, a gravadora EMI reeditou a obra completa da artista, em 16 CDs remasterizados no estúdio de Abbey Road, em Londres, e embalados em capas que reproduzem as originais.


Biografia: Enciclopédia da Música Brasileira
Art Editora e PubliFolha

Voz da artista "de candomblé" ataca limites da MPB

Era uma vez uma sambista de perfil popular e de sucesso gigantesco - talvez por isso - nunca contou com a devida atenção dos mais "elitizados" e, morta prematuramente, cada vez menos teve lembrada sua contribuição ao que se convencionou MPB. Clara Nunes morreu há 15 anos, e talvez a presente reedição de sua obra completa fosse a oportunidade ideal para uma reavaliação de sua estatura nesse cenário. Pois é. Quase inexistentes são as ocasiões em que, ao se enumerar as "maiores cantoras do Brasil", se coloque Clara ao lado de Gal, Bethânia ou Elis. Mas a audição de sua obra inexplicável que seja assim.
Se houve constâncias na carreira de Clara - e houve várias - a maior delas é a de que não há altos e baixos em sua capacidade interpretativa. Desde o hoje quase implausível disco de boleros "A Voz Adorável de Clara Nunes" (preste atenção no nome), rezou na cartilha de excelência de outra estrela subvalorizada, Elizeth Cardoso.
Clara, de trajetória paralela ao furacão de inovações tropicalistas, representa a evolução de uma linhagem que mescla o exibicionismo de Carmem Miranda, a objetividade de Aracy de Almeida, a tristeza morna de Dolores Duran, o porte majestático de Elizeth. O trabalho comum? O bem cantar.
Não se trata aqui de absorver influências externas - não há bossa nova em Clara, com exceção possível do disco "romântico" "A Beleza Que Canta", de 69, não há pop universalista em Clara.Ela é da outra vertente: do samba de morro, de interior (interpretava o mineiro Ataulfo Alves no início de carreira) de litoral; de candomblé e umbanda e de miscigenação.

Começou bem perdida, compactuando com a EMI uma imagem à Altemar Dutra forjada pelo maestro Lírio Panicali, ora de cantora de festival ("Você Passa e Eu Acho Graça", 68 - já cantava como ninguém, ouça "Pra Esquecer" de Noel Rosa), ora de "sambossa".
Aí ela ouviu, na madrugada - quem conta é Paulo César Pinheiro - o programa radiôfonico de samba de Adelzon Alves. Não o conhecia, mas quis que fosse seu produtor. O resultado foi uma desfilar de discos clássicos, de 71 a 75.
Em "Misticismo da África ao Brasil" (71), já sintetizava quem seria - alguém pode calcular a imensidão oculta nos versos "tem areia, oi, tem areia / tem areia no fundo do mar, tem areia"?

Não havia territorialidade em Clara. Muitos pensaram que era baiana, quando saiu cantando Caymmi, Zé Bahia ("eu vim da Bahia pra cantar"), "Ê Baiana".
Muitos pensaram que era sertaneja sofrida, daquelas que viveram na carne as agruras de seca, quando saiu cantando "Seca do Nordeste", "Último Pau-de-Arara".Outros pensaram que era pernambucana litorânea, quando saiu frevando Capiba e Luiz Bandeira, celebrando "Homenagem a Olinda, Recife e Pai Edu" ou antevendo o mangue beat ("Vendedor de Caranguejo", de Gordurinha). Outros muitos acharam que era carioca do morro quando aderiu à Mangueira e aos mais nobres sambistas - cantou Nelson Cavaquinho, Cartola, Monarco, Carlos Cachaça, Bide e Marçal, Darcy da Mangueira, Paulinho da Viola.


E ela era mineira desapegada, como definiu "Quando Vim de Minas" (73) - o autor, mais que simbólico, é Xangô da Mangueira.
Quase todos pensaram que era macumbeira, quando popularizou títulos como "Tributo aos Orixás", "Conto de Areia", "O Mar Serenou", "A Deusa dos Orixás", quase todas contribuições de Candeia e da dupla Romildo/Toninho, "autores de Clara".
Estereótipos fincados, passou à fase "intelectual" de sua carreira ao adotar como produtor e marido Paulo César Pinheiro, que ampliou serenidade a suas intenções.Daí nasceram manifestos de sincretismo ("Canto das Três Raças", "As Forças da Natureza"), primorosos arranjos sanfonados de Sivuca ("Feira de Mangaio", "Viola de Penedo"), sambas-enredo ("Portela na Avenida", "Serrinha"), blocos afro ("Ijexá", ápice da bela associação com o compositor Edil Pacheco), mais sucesso ("Morena de Angola", feita especialmente para Clara por Chico Buarque).
Sua utopia foi a de integração, a do congraçamento, a da "brasilização" em vez da corrente globalização. Se tal projeto faliu ou não, é coisa que todo sambista deve perguntar ao travesseiro toda noite.

A (tardia) iniciativa da EMI em recuperar essa fatia de história vem concorrer para o restabelecimento de certas relevâncias.
Com Clara de volta, o portal do ano 2000 torna-se mais próprio a quem queira compreender, em música popular, o que foi o século que se escoa. É um passo, faltam outros (onde estão Clementina, Elza Soares, Elizeth?).
E sobretudo, após Clara, falta um gesto - o gesto - que permitirá que a MPB adentre os anos 2000 sem que precise se envergonhar de sua própria displicência: a reedição - e aí a coisa é com a PolyGram - da obra da figura síntese do século 20, Nara Leão.


Reportagem publicada no Jornal A FOLHA DE SÃO PAULO em 12/12/1997

 

Vejam vários vídeos de Clara Nunes no Youtube

Clara Nunes link
Clara Nunes - Guerreira link

Clara Nunes - Ogum e Yansã

link
Clara Nunes - Tributo aos Orixás link
Clara Nunes - Ilu Ayê link
Clara Nunes - Canto das Três Raças link
Clara Nunes - O Mar Serenou link
Clara Nunes - Nação link
Clara Nunes - Menino Deus link
Clara Nunes - Morena de Angola link
Clara nunes - Se todos fossem iguais a você link
Clara Nunes - Tristeza, pé no chão link
Clara Nunes - Manhã de carnaval link
Clara nunes - Portela na Avenida link
Clara Nunes na Avenida - Portela 1981 link
Clara Nunes na Concentração - Portela 1983 link

Fantástico Musical - Paulinho da Viola e Clara Nunes (1976)

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Clara Nunes Especial TV Doc I link
Clara Nunes Especial TV Doc II link
Clara Nunes - Serenata do Adeus link

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